Conhecimento Colossal
Nosso último palpite é de que existam por volta de 9,000,000,000,000,000,000,000 (vinte e um zeros) de estrelas no universo. Nossos cérebros contêm por volta de 100,000,000,000 (onze zeros) de células individuais de memória. Não podemos sequer dedicar uma célula cerebral para cada um trilhão de estrelas. O aporte de informação no universo sobrepõe inclusive nossa habilidade em entendê-lo.
Em um grão de areia existem, grosseiramente, 10,000,000,000,000,000 (dezesseis zeros) de átomos. Nossos cérebros não possuem a capacidade de compreender todos os átomos num único grão de areia.
Sorte a nossa que aparenta haver padrões no universo. Mais precisamente, nossos cérebros pensam observar padrões na imensidão.
Ao assumirmos que os padrões se repetem, fazemos modelos mentais que nos ajudam a chegarmos no desconhecido.
Ao pensarmos que todas as estrelas são similares, podemos colocar nossas mentes em torno da ideia de como os processos estelares ocorrem.
Julgando todos os átomos por seus padrões, consideramos ter entendido sobre grãos de areia.
Nós humanos temos acumulado conhecimento usando de nossos padrões. Cada um de nós conhece um pouco de algo. Nossos cérebros, cada um segurando pedaços de conhecimento sobre o universo. Combinando o conhecimento que há em todos os nossos cérebros, conhecemos muito mais. Mas, mesmo a soma total do conhecimento humano, de maneira alguma, se aproxima de tudo que podemos conhecer. Nunca pode se aproximar.
Conhecimento e Ficção
Nós não podemos conhecer alguma coisa por si mesma. Podemos somente observá-la remotamente. Eu não sei como é ser um jogo de baseball. Eu não sou um jogo de baseball, nem hei de ser um. Eu nunca poderei realmente conhecer o jogo de baseball. Ao fazer suposições baseadas em padrões, porém, compreendo o suficiente de coisas sobre o jogo de baseball para fazê-lo útil em minha existência.
A verdade, na realidade, existe externamente às nossas mentes. Padrões em nossos cérebros nos permitem ter crenças sobre o que é a verdade. Nossas crenças, quando verdadeiras, são conhecimento.
Nós aprendemos vários padrões, alguns deles sabemos que são falsos, enquanto outros se encaixam aos fatos. Nós combinamos fatos e falsidades para fazermos estórias. Eu conheço vários fatos acerca de Luke Skywalker e Darth Vader, porém, o universo de Star Wars não existe na realidade. Tais características são padrões de ficção em meu cérebro.
Às vezes nossas crenças são reais e temos, então, conhecimento sobre algo. Às vezes, também, nossas crenças não são precisas, então, ficções. A verdade nem sempre corresponde aos fatos. Eu e, aposto, você também, costumamos confundir as duas em nossos pensamentos cotidianos.
Ao misturarmos verdade e fato, nossos padrões mentais nos ajudam a lidar com as nossas vidas. A realidade externa, por vezes, me mostra que os padrões que eu acredito são falsos.
Ao compreender que eu frequentemente possuo crenças não-factuais, eu crio um padrão em meu cérebro que constantemente me força a questionar meu conhecimento. A dúvida permite que novas informações se tornem conhecimento. Uma falta de dúvidas mantém novos conhecimentos longe. Ter humildade perante o universo nos permite chegarmos próximos a conhecê-lo.
Pessoas que possuem crenças dogmáticas são frequentemente incapazes de transcender seus falsos padrões. Ao não aceitarem novos fatos, acabam por viverem em mundos de ficção.
Aprendizagem
Desde o nascimento, nossas famílias e o mundo ao nosso redor começam a formar padrões de crença em nossos cérebros. No momento em que alcançamos a escola primária, muitas estruturas de pensamento já foram formadas.
Enquanto progredimos da escola primária para o ensino superior nós aprendemos mais. Alguns de nós param no colegial e começam suas vidas como adultos, parando, assim, de aprender coisas gerais e começando a se especializar.
O colegial foca nossa obtenção de conhecimento para direções específicas. Absorvemos coisas de livros e professores que acabam nos direcionando a alguma carreira ou a algum outro interesse. Adicionando isso a nossa história familiar de conhecimento, nossos padrões mentais se tornam mais complexos.Aqueles que vão para graus mais elevados se especializam ainda mais, estreitando seu foco e viajando mais para a borda do conhecimento humano.
Alguns poucos de nós vão se esforçar para expandir as fronteiras do conhecimento humano, adquirindo doutorados ou Ph.D (conhecidos por muitos como "Piled Higher and Deeper").
Um número incontável de seres humanos para de aprender além do básico assim que dão continuidade a suas vidas adultas. Em média, nós, americanos, lemos cem livros em nossas vidas. Enquanto alguns leem milhares deles, aproximadamente 25% de nós lê nenhum depois do colegial. Os livros que nós realmente lemos são, em sua grande maioria, livros de ficção e não contribuem para nossos padrões de conhecimento.
Ler livros, evidentemente, não é a única maneira de se obter conhecimento. Mas os dados sugerem que muitos de nós estão satisfeitos em continuar com o conhecimento limitado sobre o universo onde vivemos.
Pessoalmente, tenho problemas em imaginar uma vida em que cada dia não se tenha uma expansão da fronteira dos padrões de conhecimento. Eu espero que você continue a expandir as suas fronteiras.
Artigo publicado em 5 de Março de 2013 por Mark Bloom no Blog Philomeme. O texto original você encontra aqui. Nada que contém neste artigo de livre tradução é de minha autoria.


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